"Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."

Lavoisier

Há bíblias assim






“Que culpa eles têm ? 
Roubam para comer porque todos estes ricos que têm para botar fora, 
para dar para as igrejas, 
não se lembram que existem crianças com fome p.161” 







Havia no Brasil da década de 1930 uma visão de país "novo", que ainda não havia se realizado, como registrou Antonio Candido de Mello e Souza, ressaltando os autores da época aquilo, que separava a nação dos países ricos.

Vivia o Brasil um momento conturbado, em que se tomava consciência da chamada luta de classes, durante a ascensão ao poder de Getúlio VargasJoão Luiz Lafetá afirma que “A consciência da luta de classes, embora de forma confusa, penetra em todos os lugares - na literatura inclusive, e com uma profundidade que vai causar transformações importantes”.
Buscava-se, então, a mudança social, ao contrário do momento literário anterior em que se enaltecia as qualidades do país, presente no movimento modernista; há um certo desencanto com a realidade, que a literatura passa a retratar de modo pessimista, mas fazendo-o de forma ativa, transformadora. No dizer de Lafetá, deu-se a "consciência pessimista do subdesenvolvimento".
Nesse contexto, a obra de Amado pode ser qualificada como "social e proletária".

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