"Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."

Lavoisier

Knit

Serão de inverno quer um tricot nas mãos
Uma lã bem quentinha e fofa, uma malha simples (há anos que não tricotava), uma manta pelos joelhos e a companhia dos filhos - bem atentos ao que estou a fazer (que confusão mãe! como consegues?!)






Uma  arte milenar, com milhões de adeptos, e muito para aprender também.
Enquanto faço o meu cachecol, a minha mãe está a fazer-me uma capa em crochet (fica para outro post)
 



reutilizar reciclar reduzir e repensar

Quem me conhece, sabe que não deito roupa no lixo - encontro sempre alguma utilidade para aquela t-shirt ou jeans.

Neste caso foram uns jeans meus que estão fora de moda, mas ainda em boas condições. Estavam há 2 anos guardados, mais uma vez à espera de inspiração.

Nada mais simples de criar - calças cortadas pelo joelho, uma renda antiga aplicada e do resto das pernas um saco de verão. Forro e aplicações, aproveitados de um lençol de cambraia - como preferi aplicar um bolso externo e já não tinha ganga suficiente, aproveitei um  pouco das pernas de umas calções do Henrique, que também se viram reduzidas a calções.



Mais roupa tenho guardada à espera de tempo para cortar e coser. Umas camisas do pai que vão dar umas excelentes calças de pijama, que o Henrique tanto gosta.





Manos Martins

Que todos temos muito talento nas nossas mãos, não é novidade. Desenho, pintura, costura, renda, culinária, carpintaria, entre outros... Vem de longe, da minha avó Rosa e talvez mais longe ainda.
A disponibilidade e os tempos difíceis que atravessamos, foram o mote para um presente artesanal.
Os meus irmãos lançaram mãos à obra e construíram um camião, de "caixa aberta", cheio de pormenores deliciosos (prestem atenção aos faróis...).


O Henrique não podia ter ficado mais contente, o sorriso e o brilho nos olhos disse tudo!!
E não é que é o ideal para transportar dinossauros? Tamanho adequado a um T-Rex gigantesco!!



O papel de embrulho também não foi obra do acaso, escolhido um padrão de acordo com o presente que guardava.
Obrigado "Manos Martins", por este momento fantástico!!




Era um casaco, agora é uma mala


A minha mãe apesar dos seus quase 82 anos, continua a fazer e com muito prazer vários artigos em crochet. Esta mala já é do verão passado, mas estava a aguardar um forro.
Não gosto de fazer  projectos pessoais "em cima do joelho", prefiro ( e estão vários) esperar pelo pormenor certo que faz toda a diferença.
Começada ontem á tarde, juntamente com outras reciclagens de roupa, que esperavam pequenos arranjos.





Um pormenor muito interessante, esta linha já foi de um casaco que usei há uns anos, estava guardado na casa da minha mãe. Foi descosido, desmanchado e a linha reaproveitada. Afinal reciclar não é uma ideia nova, antigamente era assim que se fazia. A minha avó, costureira, readaptava as peças de roupa conforme os filhos iam crescendo (e eram 5!).

O forro é de um pano de lençol, comprado ao quilo pela minha sogra.
A renda de algodão, também antiga, foi-me oferecida também pela minha sogra.
O botão (lindo!!) foi comprado numa pequena loja na Moita, que soube entretanto que já fechou (que pena...), o tecido das rosas foi aproveitado de uns retalhos que guardo religiosamente numa cesta.


É rapaz, é azul

Chama-se Jaime, nasceu há poucos dias e vive em Beja. 
Uma bolsa para os documentos, com 2 divisórias e uma mais pequena para o Cartão do Cidadão.

100% algodão, muito macio e com uns tons deliciosos.



De oferta, como já vai sendo hábito, seguem também 2 almofadas de alfazema.

Quem não gosta de abrir uma gaveta e sentir o cheiro da lavanda?


Felicidades bebé e mais uma vez obrigado Maria, por te lembrares de mim e por espalhares 
pelo Alentejo as pétalas da Rosa do Adro.

São letras que se transformam em palavras que se transformam em desenhos



Os tecidos dão-me imenso prazer, o toque, 
as cores, os padrões - escolher aquele especifico
 para aquela pessoa ou para aquele trabalho.

Os cadernos, as agendas são outros pormenores que não faltam no meu dia a dia e não só


Personalizados, não existem dois iguais - nunca...
Ficam recordações guardadas até um dia mais tarde nos lembremos de reler ou rever


Transformar uma capa insipida em algo romântico ou desportivo ou 
revelando na sua capa pequenos nada que identificam cada um de nós 


Ou escrever receitas poderá ter um prazer ainda maior, quando se 
pega num caderno que foi concebido de propósito para o efeito
Maçãs, Limões ou Morangos


O toque é suave, o desenho perfeito e bem definido, as cores.... são deliciosas

Recordações de outros tempos

 
 
O meu sotão está cheio...cheio de coisas antigas, brinquedos dos miúdos, artigos de natal, bicicletas.
 
O meu sotão está cheio de recordações, isso sim. As más são descartáveis, as boas ficam arrumadas.
 


Há procura de um candeeiro a petróleo que era da minha avó (que encontrei) estava também dentro da caixa este cortinado - foi moda numa década qualquer e agora, já se vai vendo novamente (sei que o IKEA tem, porque já os andei a namorar).
 
Alguns ajustes (antigamente usavam-se curtos e muito franzidos) et voilá!!! Que lindos ficam no Atelier...

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