"Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."

Lavoisier

Do fruto


nasce a árvore, da semente a flor.

Gosto de fazer experiências com as plantas, gosto de misturar sementes nos vasos.
Umas vezes corre bem, outras nem por isso - mas não é motivo para eu desistir!

A foto mostra três situações que correram bem...

Um caroço de manga que estava grelada, umas bolotas que o D. apanhou no recreio da escola, um caroço de nespera já deste ano.



Espreito amiúde anciosamente até aparecer a pontinha do verde que adivinha uma nova vida a formar-se...



Nem tudo é futebol

Porque o meu filho mais novo adora cavalos, o pai ontem esteve a ver o EuroSport e o Concurso Internacional de Hipismo, em que a portuguesa Luciana Diniz ficou em 2º. lugar (tendo estado durante algum tempo em 1ª.).

Esta manhã procurei nos jornais a noticia e, digo-vos que não foi fácil encontrar. Mas, também encontrei outras...














O nosso cantinho à beira mar plantado não vive só de futebol, muito pelo contrário. Estes atletas que não têm honra de abertura dos telejornais, vingam no desporto por sua conta e risco...

E mais: "O Estoril é considerado pelos cavaleiros como uma das melhores etapas do GCT. "
 (fonte: http://www.guiadacidade.pt/pt/art/grande-premio-de-portugal-de-hipismo-22560-11)


Como diria o Fernando Pessa: "E esta, hem?"

Religião ou Opressão


 

Quando li esta noticia http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1497772  (e quando leio outras do mesmo género), fico sempre sem saber muito bem o que pensar.... Não sou a favor do véu islamico -mas também não sou contra.
É uma manifestação cultural como tantas outras ( os Escoceses usam saias e ninguém se incomoda com isso).
O que me levou a escrever este post, foi um comentário que li nesta mesma noticia e passo a citar:




"Cada vez mais vergonhoso o comportamento da fifa. Já agora quando os jogadores jogam com gorros e luvas ou por exemplo os guarda-redes com chapéus qual é a desculpa para o poderem fazer e estas mulheres não? Imposição cultural seja da parte de quem for é tirania. Serão as mulheres islâmicas que se não estiverem de acordo com isso que terão que se unir e libertar e não alguém estrangeiro que o faça por imposição. Desta forma só dão mais argumentos aos fundamentalistas. Cada vez mais a FIFA mata o futebol enquanto desporto popular!"

Pois...

Da palha

Se fazem, cestos, abanos, alcofas....


Forrada com chitas (que adoro!!!!), tecidos de bolinhas (português também) e bordado inglês, dois bolsos e as alsas protegidas (porque mancham as mãos)

Gira, não? :)


Alma

Desde os " Capitães da Areia"  que não me emocinava tanto a ler um livro.... comprei (confesso) movida mais pela curiosidade do que outro motivo qualquer.... surpreendente....



Luisa Castel-Branco conseguiu fazer de uma história igual a tantas outras, algo de transcendente...


“Na noite em que nasceste, madrugada adentro, coisas estranhas aconteceram.”


Começa assim a história de Alma. Depois dessa madrugada o destino da criança de cabelos cor de fogo estava traçado. Particularmente dotada, inteligente, sensível e com uma percepção paranormal da realidade, Alma é olhada na pequena aldeia como um ser estranho. Rejeitada pela família e pelo povo, encontra refúgio junto de uma velha mulher, a Ti Ifigénia, também ela isolada e considerada bruxa.


Num dia de Outono, a mãe de Alma, que tinha como verdade assente que a filha era um caso perdido, envia-a para Lisboa como criada de servir. Na casa de Dona Sofia, a menina de cabelos cor de fogo é acolhida e educada como uma filha e pela primeira vez Alma sente-se amada e desejada. A partir dali, o seu futuro será, para o bem e para o mal, para o melhor e para o pior, completamente diferente do seu passado.


Um retrato impressionante do Portugal profundo dos anos 50. Um mundo rural dominado por medos, superstições e ignorância. Um mundo da capital do país em que a mentalidade burguesa desconfia de todos os comportamentos que fogem dos estereótipos da época.

A história de Alma atravessa-se com histórias de muitas vidas, seres de luz, que, mesmo num ambiente hostil e com um destino que rouba à nascença a felicidade e o futuro, iluminam caminhos.




Read more: http://www.portaldaliteratura.com/livros.php?livro=4323#ixzz1Kf9iFRVb

Mas isto sou eu, que gosto de coisas velhas...



Lembram-se da Avó Rosa?

Mais objectos e mais histórias existem. Apesar do Louceiro que se vê ao fundo e do bengaleiro que era da minha mãe, hoje falo-vos da máquina de costura.

Singer, como se usava na época (a outra hipóteses era OLIVA) gostava de poder precisar a data exacta da máquina, mas não tenho como.
Quase desde que lembro que a minha mãe tem lá em casa a máquina que era da minha avó. Acompanhando os tempos modernos, a minha mãe não quiz eletrifica-la mas, adaptou um "móvel" como se usava na época.
O móvel original foi para o sotão, onde se manteve até há poucos dias. Apesar das "intempéries", até está em muito bom estado!! O tampo um pouco picado pelo bicho da madeira e alguma ferrugem.




A minha avó foi costureira. Apesar de gostar bastante de costurar, foi para ganhar algum dinheiro que adquiriu esta máquina.
Tempos dificeis (Anos 20 e 30 do Sé. XX), todo o ganho que entrava em casa era bem vindo.

Ora, a história de hoje é a seguinte:

A minha Bisavó Maria também era costureira, e não deixava a minha avó aproximar-se da máquina, alegando sempre que podia coser um dedo, que não sabia cortar, etc etc etc. Teimosa (como só ela sabia ser), um dia a mãe saíu para ir (penso que) à Reforma Agrária e a boa da Rosa não teve meias medidas - máquina com ela!!!!

Quando a mãe chegou, tinha feito uma camisa para o pai (Bisavô Joaquim)....

Pormenor, as mangas estavam cosidas ao contrário!!!!

A Bisavó a partir daí, começou então a ensina-la... se não os podes vencer...

As fotos  a seguir mostram algumas peças que a minha avó fez para os meus bonecos. Costuradas na velhinha Singer e quando a minha avó já tinha bem mais de 70 anos.



Almoda, Fronha e Lençol para a caminha do Bebé Careca (recordam-se)?!













Lembram-se da TUCHA ? Eu tenho uma e, como não havia verbas para o imenso quarda-roupa que a mesma tinha - eu fazia muita coisa, a partir de retalhos e em Tricot também (um dia destes faço um post sobre o assunto).

O Vestido das flores é Design da Avó Rosa - o das bolinhas é da Neta Rosa :)

Deveria ter uns 6/ 7 anos e quiz imitar o da minha avó - nada de fazer igual (ainda hoje sou assim), mas baseei-me no modelo. Esteve para ser também cosido à máquina mas a minha mãe não deixou!!!
- "Não sabes lidar com pedal, ainda podes cozer um dedo, etc etc etc " - soa-lhes familiar?!

Ganhou muito com isso.... não aprendi com a minha Avó e muita pena tenho eu, mas aprendi com uma grande amiga e o resultado está à vista...


Excelentes recordações guardamos destas histórias.
Volta e meia quando estamos todos juntos, relembramos tudo....


Mas isto sou eu, que gosto de coisas velhas :)





O que é Nacional

é bom! Muito bom....

Perdi durante muito tempo o hábito de ler. "Não tinha tempo.... " a verdade é que não tinha vontade, o tempo arranja-se sempre.

Gosto de ler de tudo um pouco - descobri que gosto de Lendas Celtas (Marion Zimmer Bradley), policiais, romances. Mas, sobretudo descobri que gosto de livros sobre Portugal.
Tal como durante uma fase devorava tudo o que se relacionasse com II Grande Guerra Mundial, agora gosto de ler tudo o que se relaciona com Antonio de Oliveira Salazar - principalmente a espionagem foi um ponto forte durante a II Guerra.
Lisboa foi palco de inúmeras transações de informações e por aqui passavavam cidadãos de todo o mundo (temos como exemplo "Enquanto Salazar Dormia", de Domingos Amaral.


Tudo isto a propósito de ultimamente ter-me dedicado a autores portugueses - que são muito bons!!!! Tenho como exemplo: "O Anjo Branco", de José Rodrigues dos Santos (UltraMar); "Livro", de José Luis Peixoto (Emigração para França nos anos 60); "A Paixão Segundo Constança H." (Paixões e depressões num tempo em que tudo que "fugisse" ao convencional era critcado e abolido pela Sociedade), Maria Teresa Horta - mesmo num romance o estilo inconfundível desta Senhora - está lá!



Tudo isto a propósito também, de que ontem estive no Modelo - os livros estão com promoção por causa do Dia dos Namorados. Tanto olhei e folheei, que acabei por pegar neste livro "A Mulher da Minha Vida", de António Garcia Barreto. Acabando por cair num cliché, decidi compra-lo. 

Lisboa, anos 30. A instalação da Ditadura, as perseguições politicas e uma história de reencontro com o amor .... e mais não sei, está o livro em lista de espera.

Lembrança


É sempre bom quando se lembram de nós e, a Sandra do Presepio Com Vista Para o Canal não tem sido excepção.
Mais um mimo, desta vez um selo que é sempre interessante. Mostra que existe de facto quem nos segue e se interessa pelo nosso trabalho.


Obrigado mais uma vez :)

O prazer da leitura

Falo por mim, que adoro ler.
Gosto principalmente de lendas celtas ou de um bom romance ou de um bom policial.


Gosto também de adornar os meus livros com pormenores importantes, como um marcador. Tenho utilizado ultimamente, um em metal que comprei na Bertrand (com o D. Quixote).
Também uso postais e fotografias.


 Estes, demonstrados nas fotos foram feitos a partir de materiais reciclaveis. Sobras tais como cartão, tecidos, fitas, elásticos, etc.

Tudo o que sobrou do "atarefado" mês de Dezembro.




Disponiveis aqui ou no Facebook
Basta enviar um mail ou mensagem :)

Nada se perde, mas tudo se transforma


Todos temos um "canto" onde preferimos estar... a ler um livro, a ver televisão, entre outros. Eu tenho o atelier. Durante anos, mantive espalhados um pouco  por toda a casa, os meus tarecos - ora era uma caixa com tintas, ou peças de bijuteria, ou....
Felizmente, agora tenho a hipotese de ter uma divisão da casa só para mim!!



Rodeada de objectos que me são muito queridos (lá vem o louceiro da Avó Rosa) ou porque são antigos e contam uma história, ou simplesmente porque sim.

 

Mais uma vez, surge também a reciclagem. Aproveitamento dos mais diversos objectos para uso do dia a dia (e não só). A caixa do vinho, que serve para colocar trabalho pronto, os frascos que guardam botões e fitas, as caixas de sapatos forradas nas prateleiras que "escondem" material de apoio.
Posted by Picasa

Como nesta foto poderão ver (atrás) uma caixa de Jack Daniels que guarda religiosamente botões de Rosa vermelhos - um dia estiveram numa jarra, agora adornam o meu espaço.



EcoMercarte


O H. teve a ideia, juntou um grupo de amigos e daí à concretização foi um instante!

É já no próximo sábado ( 8 de Janeiro) 

" Artesanato, Sopa e Animação "




Comida, Bombas Não - oferece a sopa (totalmente vegetariana).

GAICA - Divulga o que se faz de artesanato urbano no Barreiro.

Vamos dinamizar um dos espaços mais emblemáticos do Barreiro, a praça!! (agora de "cara lavada").

Não deixem de aparecer, o Comércio Tradicional tem e deve ser valorizado.


LinkWithin

Related Posts with Thumbnails